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Janeiro 22 2012

Atualmente, o alongamento muscular antes do exercício vem trazendo controvérsias no âmbito científico em relação aos seus benefícios, no que diz respeito ao desempenho muscular e na prevenção de lesões do indivíduo. Diversos estudos foram realizados por pesquisadores, a fim de averiguar os efeitos do alongamento muscular antes do exercício. Contudo, nota-se um grande consenso entre os resultados dos mesmos.

Uma das técnicas mais utilizadas no âmbito fisioterapêutico para se ganhar amplitude de movimento e dar mobilidade adequada aos tecidos, prevenindo assim lesões recentes e recidivas, é o alongamento.

 

Alguns autores defendem que o alongamento impede a lesão. Mas outros sugerem que o alongamento antes do exercício não impede lesão.

 

Seguindo esta linha, surgiram outros estudos em que os protocolos utilizados de alongamento não reduziram significativamente o risco de lesões. Existem outros autores que defendem que há fortes evidências no âmbito científico a favor do aquecimento antes do exercício no impedimento ou diminuição do risco de lesões.


Foi realizado um estudo para averiguar se o alongamento melhorava o desempenho muscular, constatou-se que, dos 32 estudos revisados nenhum estudo sugeriu que o alongamento era benéfico para o desempenho, relacionando força, torque e salto. Observou-se, ainda, 20 estudos relatando que o alongamento agudo diminuía a performance.


Entretanto, há divergência entre estudos sobre o que teria levado à diminuição de força muscular devido ao alongamento. Foi relatado que a diminuição de força é decorrente de fatores neurológicos.


Corroborando com o estudo destes autores, observaram, através da eletromiografia, que houve diminuição da atividade elétrica do músculo com o alongamento agudo, sugerindo, desta forma, a  possibilidade de um mecanismo neurológico.


Diversos autores relataram que a diminuição de força ocorreu devido a fatores neurais e mecânicos como: diminuição na ativação de unidades motoras, alterações nas propriedades viscoelásticas do músculo e músculotendinosa e devido às alterações no comprimento-tensão da fibra muscular.


Contudo, o alongamento estático e balístico aumenta a tolerância do movimento durante o exercício excêntrico. Tal fato se deve ao aumento na tolerância do estiramento devido à melhora da elasticidade do músculo.

 

O alongamento muscular provoca uma diminuição de força em relação ao desempenho muscular, mesmo havendo muitas controvérsias em relação às causas que levariam a essa diminuição. Alguns relacionam esta diminuição de força devido a fatores mecânicos como alterações nas propriedades viscoelásticas do músculo e músculotendinosa. Outros ressaltam que a diminuição de força ocorreria devido a alterações no comprimento-tensão da fibra muscular. Ainda há aqueles que defendem a diminuição de força decorrente a fatores neurológicos.

 

Estudos científicos mostram que o alongamento antes de alguma atividade que exija força, potência ou explosão acaba diminuindo rendimento do atleta. Pois, promove um aumento no comprimento do músculo, sendo necessária a rigidezmúsculotendínea – que permite maior produção de força na contração de seus componentes. Segundo esses estudos, a força desenvolvida por um músculo é maior no seu comprimento de repouso, já que esta posição permite a ativação de todas as possíveis pontes cruzadas entre actina e miosina.

 

À medida que o músculo se encurta ocorre diminuição das ligações entre asproteínas contráteis. Isso acontece, porque ocorre sobreposição dos filamentos, com diminuição da tensão que pode ser desenvolvida. E se o músculo for alongado além do seu comprimento de repouso, o número de pontes cruzadas também diminui, mostrando que a sobreposição dos filamentos se reduz significativamente.

 

Concluindo, o alongamento muscular PODE acarretar déficit de força muscular no desempenho e performance do indivíduo, no pré-exercício para ganho de força, mas as causas para tal processo ainda são controvérsas. 

 

Fontes:

http://www.corposaun.com

RAMOS, G. V.; SANTOS, R. R. dos; GONÇALVES, A. Influência do alongamento sobre a força muscular: Uma breve revisão sobre as possíveis causas. Revista Brasileira de Cineatropometria e Desempenho Humano, 2007.

 

Talita Castelani

Coordenadora Geral

Equipe Home & Health Reabilitação

 

publicado por Equipe Home and Health Reabilitação às 17:44

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