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Março 25 2011

 

Correr vem se tornando uma atividade cada vez mais popular, pois pode ser praticada por pessoas de todas as idades. Sua prática traz muitos beneficios à saúde, mais também pode deixar o praticante predisposto ao surgimento de lesões. Para que se possa prevenir isso, o alongamento e o aquecimento são fatores fundamentais.

 

As articulações do joelho, quadril e tornozelo são as mais solicitadas, portanto, a flexibilidade dos músculos envolvidos nessas articulações desempenham um importante papel durante a corrida.

 

Existem diferenças entre os tipos de corredores. Quanto maior a profundidade da modalidade, maior vai ser sua passada. Outra diferença biomecanica entre os tipos de corrida é a inclinação do tronco, em corredores de fundo varia entre 5 e 9º, em corredores de meio fundo é cerca de 15º e em velocistas é cerca de 25º.

 

Um músculo só pode exercer a sua maior força através de uma maior amplitude ou flexibilidade. A Flexibilidade é o que permite a execução eficaz do gesto desportivo de cada modalidade.


A flexibilidade pode ser definida como a amplitude máxima fisiológica passiva de um dado movimento articular considerando a individualidade da estrutura musculoesquelética e qualquer tipo de limitação de movimento por lesão.

 

Flexibilidade determina a mobilidade total do individuo, além de promover agilidade, prevenção de acidentes e melhoria da capacidade mecânica dos músculos e articulações permitindo o aproveitamento mais economico de energia durante o esforço.

 

Quando existe um déficit de flexibilidade ocorre a falência do sistema musculoesquelético. Poderá apresentar lesões com distúrbios da função, a nível metabólico pela destruição de organelas intracelulares, de fibras musculares, de tecido conjuntivo de suporte ou mesmo ruptura completa.

 

Atletas que mantém um nível de flexibilidade satisfatório ficam menos suscetíveis a lesões e reduzem as tensões musculares, tornando os movimentos mais harmônicos e fáceis, aumentando a amplitude do movimento da passada.

 

Na corrida, os movimentos da articulação do quadril ocorrem por uma amplitude maior em comparação com o andar, exceto pelo movimento de hiperextensão, que é maior na caminhada devido ao tempo aumentado no apoio.

 

No contato com o calcanhar, a força que age sobre a articulação do quadril é aproximadamente quatro vezes o peso corporal devido à absorção da força que vem do solo. O suporte do peso corporal e a contração muscular dos abdutores aumentam em até quatro vezes do que durante o apoio na marcha.

 

O trato iliotibial é formado pela confluencia das fibras musculares do tensor da fáscia lata, glúteo máximo e glúteo médio. Algumas caracteristicas de lesão nesse trato é queixas de dores recorrentes no joelho, de dificil descrição e que apresenta unicamente ao correr, afetando o desempenho do atleta na tentativa de correr.

 

O mecanismo da força de tensão exercida durante a fase de apoio da marcha se dá pelo trato ílio-tibial, que compoe o mecanismo extensor do joelho e quando tenso, promove estabilização lateral dessa articulação além de dar suporte e direção à patela, provomendo lateralização e favorecendo a rotação externa da tíbia.

 

A contração desse grupo muscular atua para a estabilização do quadril durante a corrida. Sua sobrecarga durante a prática pode levar a um encurtamento dessas fibras musculares, podendo levar ao desenvolvimento de lesões ou simplesmente dores musculares.

 

Outro grupo importante na estabilização do quadril são os músculos adutores, localizados na parte interna da coxa (virilia). O estiramento destes músculos é relativamente freqüente e acomete entre 10 e 18 % dos esportistas.

 

A lesão geralmente ocorre durante a atividade física e caracteriza-se por um movimento de abdução forçada contra a resistência (afastamento lateral da coxa). Neste momento o atleta apresenta uma dor súbita na região da virilha, irradiando para a parte medial (interna) da coxa e às vezes para a região abdominal baixa. O hematoma após a lesão é freqüente e pode às vezes atingir grandes proporções. 

Alguns fatores de risco podem ser apontados nas lesões dos adutores, como a diminuição da força, a limitação no afastamento das coxas e o baixo condicionamento muscular.  Além disto podemos encontrar anormalidades biomecânicas nos membros inferiores, como a pronação excessiva dos pés, a assimetria dos membros inferiores (diferenças de comprimento), o desequilíbrio muscular e a fadiga. Embora não haja estudos controlados para comprovar os últimos fatores predisponentes, programas de prevenção têm focado em alguns destes fatores, propiciando uma prevenção mais efetiva destas lesões.


 

 

Em geral é necessária a correção de erros no treinamento de distúrbios biomecânicos do pé ou mecânica da corrida, como as passadas muito largas, posicionamento dos pés, rotação tibial, alterações posturais.

 

O nível de flexibilidade em corredores, tem que ser no mínimo satisfatório, estando menos susceptíveis a lesões e consequentemente dores, apresentando as tensões musculares reduzidas, tornando os movimentos mais fáceis e harmônicos.

 

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Referências:

 

BRECH, G. C.; DIAS, L. B.; STAPANI, P.; SANTOS, R. C.; MOREIRA, T. M. L. Análise da flexibilidade dos músculos abdutores de quadril e dor em corredores de fundo. Fisioterapia Brasil, v.11, n.3, maio/junho 2010.

 

http://www.nosamamosatletismo.net - Medicina esportiva: “FISGADAS NA VIRILHA” LESÕES DOS MÚSCULOS ADUTORES DA COXA.

 

http://www.omundodacorrida.com - Flexibilidade

 

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Talita Castelani

Coordenadora Geral

Equipe Home & Health Reabilitação

publicado por Equipe Home and Health Reabilitação às 14:05

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