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Junho 03 2011

Até os dias de hoje discute-se se a condromalácia seria uma patologia primária ou um fenômeno secundário. A condromalácia pode ser definida como a fragmentação de parte da cartilagem articular conseqüente à alteração mecânica do mecanismo extensor, que levaria a uma incongruência da superfície articular tanto da faceta medial com hipotensão como de faceta lateral com hipertensão. A falta de apoio da patela sobre o fêmur provoca alterações na nutrição da cartilagem tanto no que se refere ao osso subcondral como à nutrição por embebição pelo líquido sinovial e conseqüente fragmentação da mesma. A dor é localizada na patela e acompanhada de alterações em sua cartilagem.

Os sintomas mais comuns são dor difusa na região anterior do joelho(45%) e travamento(3%). A dor é freqüente atrás da patela, ao subir e descer escadas ou quando os joelhos ficam muito tempo dobrados.

Quando pressionamos a patela contra o fêmur verificamos a presença de dor, quando palpamos as facetas medial e lateral, o paciente também sente dores e podemos observar também creptação retropatelar(50%). Pode apresentar também atrofia de quadríceps. Aumento do volume do joelho é raro.

Existem duas explicações para a presença da dor:

1) Acreditava-se que a dor era causada pela liberação de substâncias algogênicas na própria articulação do joelho.

2) Admitia-se a possibilidade de que a variação da pressão do osso subcondral ou um processo inflamatório subagudo da sinóvia poderiam ser os responsáveis pela presença da dor.

 

O tratamento mais adequado para condromalácia é o tratamento conservador.

 

Exercícios isométricos para quadríceps contra resistência progressiva são fundamentais.

 

Devemos estimular sua execução por quatro períodos diários de 15 minutos cada. O objetivo será de melhorar a nutrição da cartilagem com movimentos repetidos de compressão sobre a superfície.

 

Devemos procurar fortalecer o vasto medial no sentido de melhorar o alinhamento da patela, já que atribuímos a causa da condromalácia às instabilidades femoropatelares.

 

Para a melhora do quadro álgico podemos associar o calor profundo com a eletroterapia. No caso de derrame articular o Oondas Curtas é o ideal pois este, ajuda na reabsorção do mesmo. Somente em casos de falha no tratamento conservador, deve-se considerar o tratamento cirúrgico.

 

Existem alguns testes que podem ser feitos para detectar essa patologia:

 

Condromalácia patelar - Uma das mãos fixadas na superfície inferior da patela e com a outra deslizar os três dedos no centro da patela realizando movimentos circulares.

Crepitação - flexo-extensão passiva do joelho com uma das mãos na interlinha e a outra no pé.

Lachman - gaveta anterior em 15° de flexão.

Mc murray - flexão total de coxofemoral, examinador fixa uma das mãos no joelho e a outra no tornozelo.

Apley - realizada em decúbito ventral com joelho em 90° de flexão, aplica-se a compressão axial à perna e realizando rotações variando o grau de flexão para buscar o local da lesão.

Compressão patelar - paciente em DD, terapeuta inferioriza a patela do mesmo e solicita uma contração lenta do quadríceps enquanto realiza uma compressão da patela sob a maca.

 


É possível visualizar a lesão cartilaginosa - condromalácia

 

Talita Castelani

Coordenadora Geral

Equipe Home & Health Reabilitação


publicado por Equipe Home and Health Reabilitação às 02:36

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