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Junho 05 2011

  

 

O mais freqüente lesado é o menisco medial. A agressão pode ocorrer quando o pé está fixo no solo e o fêmur é rodado internamente, como quando se gira, saindo de um carro ou recebendo uma lesão no drible. Uma lesão no LCA geralmente acompanha uma laceração no menisco medial. A rotação lateral do fêmur sobre a tíbia fixa pode lacerar o menisco lateral. Um simples agachamento ou trauma pode também provocar uma laceração.

Não existem mais dúvidas de que a reparação meniscal, quando possível, é preferível a sua remoção. A ausência de menisco leva a perda da biomecânica adequada de joelho conseqüentemente artrose precoce. No entanto ainda não se sabe o melhor programa de reabilitação após a sutura do menisco.

 

 

 

 

Problemas comuns/comprometimentos:


As lacerações em meniscos podem provocar um travamento agudo do joelho assim como sintomas crônicos com travamento intermitente, dor ao longo da linha articular de sobrecarga do ligamento coronário, edema articular, e algum grau de atrofia do quadríceps. Quando ocorre travamento articular, o joelho não se estende completamente e ocorre uma sensação terminal tipo mola quando se tenta extensão passiva. Se a articulação está edemaciada, ocorre geralmente leve limitação na flexão ou extensão. Os testes de McMurrey ou Appley de compressão podem estar positivos.

 

 

Limitações funcionais:

 

1) Quando a ruptura de menisco é aguda, o paciente pode ser incapaz de apoiar peso sobre o lado envolvido;

 

2) Com freqüência ocorre um travamento ou falseamento inesperado do joelho durante a deambulação, causando problemas de segurança.

Devemos nos preocupar dentro do processo de reabilitação com o grau de dor que o paciente pode apresentar, devendo ser tratada com calor profundo, gelo ou eletroterapia.

 

Hipotrofia do quadríceps pode estar associada a esse caso. Isto pode ocorrer tanto pela dor bloqueando a contração eficiente do quadríceps quanto pela simples presença de alteração intra-articular, bloqueando também a contração efetiva do músculo. Qualquer que seja a causa devemos instituir exercícios de fortalecimento, juntamente com tratamento específico da dor, quando presente, nos exercícios de alongamento de ísquiostibiais. Seu encurtamento está presente com bastante freqüência, levando a piora da dor.

 


Reparo Cirúrgico de Laceração de Menisco

 

Quando ocorre uma laceração do menisco medial ou lateral ou quando o manejo conservador de uma ruptura parcial não teve bons resultados, a intervenção cirúrgica é geralmente necessária. São feitos todos os esforços no sentido de reter o máximo possível de menisco de modo a minimizar a degeneração a longo prazo das superfícies articulares do joelho. Para preservar as funções de transmissão da carga e absorção de impacto dos meniscos e para reduzir as sobrecargas sobre as superfícies articulares do joelho, o reparo cirúrgico do menisco ou a meniscectomia parcial são preferíveis à meniscectomia total. Uma laceração central que envolva a porção avascular do menisco é geralmente tratada com meniscectomia parcial. Uma laceração periférica que envolva a porção vascular do menisco pode geralmente ser reparada cirurgicamente. Se houver dano extenso às porções periféricas e central do menisco uma meniscectomia precisará ser realizada. Em alguns casos o reparo ou a remoção artroscópica do menisco lesado é possível, mas em alguns casos é necessário um procedimento aberto com artrotomia.

 

 

Reparo Artroscópico do Menisco

 

1) Indicações para cirurgia:

Quando ocorre lesão na porção vascular do menisco medial ou lateral, o reparo cirúrgico da cartilagem é possível.

Os reparos dão melhores resultados nas lesões agudas de menisco que após lesões crônicas.

 

2) Procedimentos:

São feitas pequenas incisões no joelho para as portas, e é introduzida artroscopicamente

na articulação solução salina para distender o joelho

A porção lacerada do menisco periférico é suturada no lugar. Qualquer corpo solto ou

resíduo é removido endoscopicamente.

O joelho é irrigado e drenado e as incisões feitas nos locais de entrada são fechadas. É aplicado um curativo compressivo.

O reparo pode ser acompanhado por reparo ou reconstrução de outros tecidos moles do joelho tais como os ligamentos.

 

3) Manejo P.O.: 

Não é necessária a imobilização completa pós-operatoriamente. MPC dentro  de uma AM limitada é apropriada.

Para proteger a cartilagem suturada e restringir o movimento a uma porção segura da amplitude, uma ortese controladora de movimento é usada todo o tempo nas fases iniciais de reabilitação. Dependendo do local da lesão e do reparo, o movimento é controlado para permitir 0 a 90 ou 20 a 90 graus de flexão.

A crioterapia  e elevação do membro operado são usados para controlar o edema P.O.. uma bomba criogênica de compressão são intermitente do tipo CryoCuff combina efetivamente frio e compressão para controlar o edema.

 


Fase de proteção máxima ( 0 a 2 ou 3 semanas)


Para minimizar a atrofia e restabelecer o controle neuromuscular da musculatura do joelho, inicie o mais cedo possível exercícios isométricos de quadríceps e ísquiostibiais.

Para manter a força na musculatura do quadril, inicie com exercícios de EPE em DD, DV, DL.

Para evitar contraturas, comece com ativo-assisitido e assistido com uma AM confortável. Os exercícios podem incluir:

Deslizamentos de calcanhar em DD;

Flexão de joelho assistida pela gravidade na posição sentada;

Extensão de joelho assistida na posição sentada.

O apoio de peso fica totalmente impedido.

 

Fase de proteção moderada ( 3 ou 4 a 6 semanas)

Os pacientes devem atingir 120 graus de flexão de joelho e extensão completa com cerca de 8 semanas.

Durante essa fase, lentamente vai-se deixando as muletas e o apoio de peso é gradualmente aumentado. Inicie exercícios em cadeia fechada, e cadeia aberta. Acrescente exercícios isocinéticos. Evite exercícios resistidos contra resistência, nessa fase.

 

Fases de proteção mínima e retorno às atividades:

Progrida as atividades de fortalecimento, estabilização e equilíbrio. Progrida o fortalecimento com exercícios isocinéticos. Utilize caminhadas, bicicleta, nado, etc.

Quando estiverem os testes de menisco normais, inicie saltos e pulos.

 

 

TESTES EPECIAIS DE LESÕES DE MENISCO

 

1) TESTE DE COMPRESSÃO DE APLEY:

Peça ao paciente para se deitar em DV com uma das pernas fletidas em 90º. Apoie seu joelho sobre a face posterior de coxa do paciente, suavemente, para fixá-la, enquanto imobiliza o calcanhar com firmeza visando comprimir os meniscos entre a tíbia e o fêmur. Em seguida, rode a tíbia interna e externamente e continue mantendo uma firme compressão. Se a manobra provocar dor, provavelmente, haverá lesão de menisco. Dor na face medial, lesão medial, dor na face lateral, lesão lateral de menisco.

 

2) TESTE DE MCMURRAY:

Peça para o paciente deitar-se em DD com as pernas em posição neutra. Rotação externa, valgizar o joelho e estender, se houver estalito indica presença de lesão meniscal medial.

 

3) ESTALITO REDUTOR:

Paciente e DD, faça rotação interna e externa e estende, o teste é positivo se houver o estalito. O movimento destrava o joelho que estiver fixo (por causa de ruptura de menisco) e permite a extensão completa da articulação.

 

4) MANOBRA DE STEINMANN 1:

Com o paciente na posição sentada, joelho fletido a 90º e perna pendente à mesa de exame, o terapeuta segura o pé e rodo a tíbia interna e externamente, evidenciando-se uma lesão meniscal.

 

5) MANOBRA DE MORAGAS:

É realizada com o paciente em DD, tendo-se o terapeuta em pé ao lado do joelho a ser examinado. Com uma das mãos o terapeuta segura o pé e posiciona o joelho em flexão de aproximadamente 90º. Com a outra mão, palpa a interlinha lateral anterior ao ligamento colateral lateral ao mesmo tempo que força o varismo e estende o joelho. Na presença de lesão, ao estender o paciente refere dor.

 

 

Se você está com suspeita de lesão meniscal não tente fazer os testes caso você não esteja habilitado para tal, uma manobra mal feita poderá danificar ainda mais sua lesão.

 

Para dúvidas ou sugestões deixe seu comentário.

 

Talita Castelani

Coordenadora Geral

Equipe Home & Health Reabilitação

publicado por Equipe Home and Health Reabilitação às 14:55

Se o paciente tiver sido retirado a raiz do menisco medial? Qual o procedimento mais apropriado?
ANTONIO PIERRI JUNIOR a 13 de Dezembro de 2016 às 13:35

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