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Junho 19 2011

 

 

A osteoartrose (OA) é definida como uma doença degenerativa das articulações, com exacerbações de inflamação aguda.

 

A osteoartrose, osteoartrite, artrose ou doença articular degenerativa são considerados sinônimos.

É mais simples defini-la anatomicamente do que clinicamente, pois nem sempre há adequado correlação no tempo entre as alterações observadas radiologicamente e os sintomas que os pacientes apresentam.

Resultam em fatores mecânicos anormais, inflamatórios, metabólicos fisiológicos ou patológicos.

 

Homens e mulheres são afetados, mas o padrão de distribuição articular é diferente. Nos homens, a ordem das articulações afetada: quadril (mais comum), joelho, coluna vertebral, tornozelo, ombro e dedos. Nas mulheres, a ordem é: joelho, dedos (articulação interfalangeana distais e proximais, metacarpofalangeana na base do polegar), coluna vertebral, quadril, tornozelo e ombros.

 

Idade: com o avanço da idade ocorre a perda de condroitinosulfato a partir de substâncias fundamentais que deixam as fibras de colágeno sem suporte.

 

A causa é desconhecida, mas vários dos fatores predisponentes podem ser considerados:

 - Condições já mencionadas em relação a osteoartrose secundária;

 - Hereditários: há uma incidência significativamente alta de condição nas famílias;

 - Postura inadequada;

 - Processo de envelhecimento na cartilagem articular;

 - Não foram demonstradas relação de clima com as alterações patológicas, mas a dor é maior nas estações e climas úmidos;

 - Mecanismo defeituoso de lubrificação e nutrição desigual da cartilagem articular;

 - Cristais (pirofosfato de cálcio e hidroxypatia) foram associados a sinovite nas articulações osteoartrósicas.

 

QUADRO CLÍNICO

 

Dor: a dor piora com o movimento e, nos membros inferiores, ao carregar peso e andar. Inicialmente alivia com o repouso, porém mais tardiamente a dor ao repouso pode ser forte e levar a distúrbios do sono.

A dor surge em estruturas possuem terminações nervosas e pode ser proveniente de microfraturas no osso subcondral, pressão venosa aumentada óssea e osteófitos, sinovite, espessamento capsular e subluxação. Não há dor, quando ocorre apenas dano na cartilagem, desde que ela não contenha terminações nervosas. Esta é a razão por que a doença pode ser radiologicamente óbvia muito antes de os sintomas aparecerem. Diz-se que ocorre alívio após osteotomia, devido à diminuição da pressão venosa e/ou ao corte das terminações nervosas.

A dor no início é de baixa intensidade podendo chegar a dor de alta intensidade que piora com o movimento e ao levantar pesos, e pode ser descrita como de três tipos:

 

(A-) Dor no apoio do peso corporal, forte, devido à pressão sobre a membrana sinovial e, mais tarde, devido às superfícies ósseas, que são ricas em terminações nervosas, ficarem em contato. Ocorre por superposição de alteração inflamatória (é possível que a dor diminua ao se estabelecer o derrame e aumente após a aspiração).

 

(B-) Durante e após exercícios, há dor descrita como ao redor da articulação. Dor em contração capsular.

 

(C-) À noite, especialmente após um dia muito ativo, a dor é intensa. Pensa-se que ela é devida à congestão venosa nas extremidades ósseas. É mais acentuada nos pacientes com veias varicosas e pode ser reduzida se o pé da cama for elevado. Ocorre aumento da vascularização do osso. Não há relação entre a gravidade da dor e a gravidade da alteração radiológica.

 

Natureza da dor:

 

(A-) A dor sobrevém primeiro em crises e depois se torna mais constante, dominando o quadro.

(B-) Dor reflexa que se irradia distalmente pelo membro, a partir da articulação afetada.

(C-) Dor aguda associada com um corpo livre que fica impactado na articulação.

(D-) Dor do tipo latejante é relacionada com um episódio de inflamação e pior à noite.

 

Espasmo Muscular: ocorre ao nível de uma região articular e é inicialmente protetor, mas quando permanece além do episódio agudo, deve ser tratado para evitar contraturas.

 

Rigidez: está presente após uma fase de repouso e leva pouco tempo para passar com o movimento. Pode ser devido à perda da lubrificação articular, edema crônico nas estruturas periarticulares ou edema da cartilagem articular.

Após o repouso: ocorre com duração de aproximadamente 15 minutos. Não é uma característica marcante como na artrite reumatóide, mas pode ocorrer pela manhã, após uma noite de sono ou qualquer desuso prolongado durante o dia. Os pacientes aprendem a usar pouco suas articulações, mais freqüentemente.

 

Perda do Movimento Articular: é diferente da rigidez porque não tende a regredir. Pode ser permanente onde há destruição da cartilagem articular, mas responde à fisioterapia quando devida ao espasmo muscular ou contratura dos tecidos moles.

 

Desgaste e Fraqueza Muscular: os músculos ficam fracos na região articular oposta às contraturas, por exemplo os extensores de quadril.

 

Espessamento articular ou Tumefação: o edema crônico da membrana sinovial e da cápsula juntamente com a fraqueza muscular, faz com que a articulação pareça maior.

 

Deformidade: cada articulação tende a adotar uma deformidade característica. Um alinhamento defeituoso da articulação (por exemplo joelho varo) pode ser conseqüência das irregularidades das superfícies articulares. É comum observá-las nas mãos, mas podem passar desapercebidas. Nos membros inferiores, a contratura em reflexão do quadril e/ou joelho é provocada por espasmo muscular protetor e é comum a deformidade em varo do joelho. Alterações secundárias podem ocorrer numa articulação não afetada devido à deformidade e limitação articular.

 

Crepitação: a cartilagem descamada em lascas e as extremidades ósseas eburnadas soam com um ruído característico aos movimentos. Pode-se sentir e ouvir crepitação ao se mover a articulação que é um ruído fino ou rude ocasionado por superfícies irregulares. Especialmente no quadril, pode-se ouvir um som alto ao movimento, geralmente quando há osso sobre osso. Pode-se ouvir esse som à distância e pode se constatar a aproximação do paciente, quando ele estiver entrando no quarto.

 

Perda de Função: dor, fraqueza muscular, sensação de incapacidade súbita impedem o uso normal do membro e podem ser gradativamente debilitadores.

 

DIAGNÓSTICO

 

Radiológico: nos estágios iniciais, a aparência pode ser normal. Subseqüentemente, a alteração vista incluirão:

(A-) Diminuição do espaço articular. Isto reflete o desaparecimento gradual da cartilagem.

(B-) Esclerose (densidade aumentada) do osso subjacente à cartilagem à medida que ocorre o processo de eburnificação.

(C-) Formação de osteófitos nas margens articulares.

(D-) Alterações císticas no osso periarticular. Elas são vistas como áreas translucentes de vários tamanhos proximamente à articulação. Podem resultar de colapso local.

(E-) Deformidade causada por subluxação.

(F-) Presença de corpos livres.

(G-) Irregularidades das superfícies ósseas. Isto pode ser mais óbvio nos casos de cistos ósseos.

 

Exames Laboratoriais: não há anormalidades laboratoriais específicas na osteoartrose, exceto em alguns casos de doença secundária em que podem haver provas específicas para a doença primária. A hemoglobina, leucometria, contagem plaquetária e VHS são normais.

 

O líquido sinovial mantém sua viscosidade e tem uma consistência mucóide. O conteúdo protéico raramente está acima de 3 g/100ml e a contagem de leucócitos geralmente abaixo de 5,0.109 /l.

 

Existe, ainda, um teste diagnóstico que pode ser realizado no líquido Sinovial, indicado em casos de imprecisão de técnicas anteriores, onde é detectado a presença de células cartilaginosas no fluido, alta quantidade de glóbulos brancos como indicativo de infecção, alta concentração de Ácido Úrico e outros fatores sugerindo diferentes formas de artrite, incluindo Doença de Lyme e Artrite Reumatóide.

 

Certos fatores, como Glicosaminoglicanos sulfatados e proteínas de coligação (Link Protein), apresentam suas concentrações aumentadas na osteoartrite severa.

 

NO PRÓXIMO POST: TRATAMENTO FISIOTERAPÊUTICO NA OSTEOARTROSE

 

Talita Castelani

Coordenadora Geral

Equipe Home & Health Reabilitação

 

 

 

 

publicado por Equipe Home and Health Reabilitação às 19:33

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