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Setembro 03 2011

Em virtude da necessidade de prevenção de lesões, surgiu o CORE TRAINING, o qual é um programa de treinamento interessante, pois o mesmo está localizado na região do corpo onde se encontra o centro de gravidade, o centro de força e onde os movimentos se interpõem. Anatomicamente, a musculatura incorporada pelo Core inclui o transverso do abdome, multifídios, reto abdominal, piriforme, gêmeo superior, gêmeo inferior, iliopsoas, glúteo mínimo, glúteo médio, glúteo máximo, oblíquos internos e externos, eretores da espinha, transversosespinhais, os obturadores interno e externo, elevador do ânus e o diafragma superiormente.


Os exercícios de Core não consistem em uma técnica de atuação, mas sim em um conceito cuja filosofia de seu trabalho está ligada em gerar-se estimulo de musculaturas profundas e superficiais na intenção de promover ação postural, terapêutica, preventiva e otimizadora na função do aparelho locomotor.

Este treinamento é um componente integral dos fenômenos que compõe o complexo de equilíbrio, sendo o trabalho com os domínios da estabilidade de importância fundamental para atividades funcionais.


Seguindo essa premissa, podemos concluir que para a realização de exercícios físicos que tenham como preocupação tais grupamentos, deve-se observar com preocupação o ato da respiração e devem ser realizados combinando ação de múltiplas articulações, inclusive requerendo equilíbrio do paciente, podem ser reconhecidos como componentes de Core Training.


O Core training proporciona estabilidade, força, controle neuromuscular, melhora na postura e equilíbrio do complexo lombopélvico, e, principalmente, aprimoramento da performance de atletas. A sua função de manter o alinhamento postural e o equilíbrio dinâmico entre as diversas estruturas do corpo durante as atividades funcionais contribuem para evitar sérias afecções possíveis, visarem o trabalho em poucos músculos, transverso abdominal e multifídios, existe a necessidade de todos os músculos relacionados com a estabilização lombar serem trabalhados.


O core training envia estímulos ao sistema nervoso central através dos proprioceptores e mecanoceptores, a fim de melhorar o desempenho motor do corpo. O treinamento neuromuscular dinâmico também tem demonstrado atuação na forma de absorção de impactos, na estabilização ativa das articulações, nos desequilíbrios musculares e na biomecânica funcional enquanto melhora a resistência dos tecidos.


Em um estudo realizado com jogadores de futebol foram realizados exercícios em circuito que era composto de posturas de ponte com bola a ser sustentada entre os joelhos em decúbito dorsal; prancha em prono com apoio nos cotovelos, antebraços e ponta dos dedos dos pés; prancha lateral com apoio no cotovelo, antebraço e face lateral do pé; balancinho com apoio unipodal e com joelho semi-fletido; disco de propriocepção com apoio unipodal com joelho semi-fletido; agachamento em 90° de flexão de quadril e joelhos; saltos unipodais em direções variadas; sentado numa bola suíça com um membro inferior em flexão de 90° de joelho e quadril e o outro em extensão de joelho e flexão de quadril, com os braços em flexão de 90° com cotovelos estendidos segurando um bastão e mantendo a coluna ereta; apoio unipodal em cama elástica com joelho semi-fletido e tábua de propriocepção com joelho semi-fletido, sendo tais exercícios mantidos em uma postura ótima.


Esse treino foi realizado com a freqüência de 2 vezes semanais.


O estudo concluiu que o Core training foi eficaz para a prevenção de lesões em atletas de futebol profissional.


A revista O2 publicou uma matéria sobre o Core Training para corredores:


“Um ponto fundamental no treinamento do core para corredores é que ele seja realizado num ambiente semelhante ao encontrado na corrida. Assim, treina-se também o sistema nervoso, que durante a corrida orquestra uma série de ações diferentes, como o contato com o solo, a transferência de energia do calcanhar para o quadril, o empurrar e puxar dos membros inferiores. Ao executar os exercícios, se possível, troque o chão firme por uma base de apoio instável – pode ser uma bola de exercícios, no caso dos movimentos sentados, ou uma espuma grossa, nos movimentos em pé. Dessa maneira, você treinará o cérebro e os músculos a responderem rapidamente aos desequilíbrios. O treinamento do core deve enfatizar todos os tipos de contrações musculares, alterando regularmente os acessórios, a posição do corpo, a velocidade do movimento, o volume e a intensidade do treino. Variando os estímulos, seu core ficará forte por completo.”

 

Fontes:

http://www.revistapilates.com.br/2009/11/20/pilates-core-training-para-corredores/

http://www.efdeportes.com/efd139/core-training-na-prevencao-de-lesoes-no-futebol.htm

 

 

 

Talita Castelani

Coordenadora Geral

Equipe Home & Health Reabilitação

publicado por Equipe Home and Health Reabilitação às 02:58

A falta de coordenação entre os músculos do "core" é encontrada e correlacionada com pessoas que apresentam dores na coluna principalmente na região lombar. Pesquisadores da Universidade de Yale mostraram que um atraso na ativação nos músculos agonista-antagonista prevê pessoas assintomáticas, que mais tarde, desenvolvem a dor lombar.

Padrões de ativação muscular inadequado durante tarefas aparentemente triviais (apenas 60 Newtons de força), como
curvar-se para pegar um lápis, podem comprometer a estabilidade da coluna e potencializar as restrições ligamentares.
http://wp.me/p1WYxj-pT
alvaro a 3 de Novembro de 2011 às 23:49

Obrigada pela contribuição ao Blog.
Muito pertinente suas considerações.
Visite-nos mais vezes.

Talita Castelani

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