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Setembro 27 2011

A doença de Alzheimer causa uma série de efeitos tanto ao nível de pensamento quanto ao nível motor. O sistema motor ao ser estimulado, obtem-se como resultado uma melhora da qualidade vida.

Se houver estimulação motora, haverá como conseqüência, uma melhora do quadro intelectivo.  O exercício físico é importante para esses pacientes, pois com a melhora da parte física, o psiquismo do doente também melhora, já que ele evita o recolhimento em si e continua a executar as atividades do mundo externo (SALLES et al., 2000).

O tratamento fisioterapêutico passa a ter grande importância para retardar a progressão das perdas motoras, evitar encurtamentos e deformidades e incentivar a independência do doente.

De acordo com Vittone (2000), a prática de atividade física por portadores de DA leva uma melhor retenção de habilidades motoras, melhora da qualidade do sono, melhora da circulação sanguinea e prevenção de algumas lesões ortopédicas, e também a realização de um treino aeróbico tem mostrado uma melhora das funções mentais.

A prática de caminhada e de bicicleta leva a uma melhora no comportamento, na nutrição e diminui o risco de quedas, além de produzir a melhora da marcha, da força muscular em membros inferiores e também auxilia na manutenção do equilíbrio.

É necessário que o cuidador tenha criatividade, paciência e capacidade de avaliação.

O importante é manter a qualidade de vida, tanto do paciente, como do cuidador.

Para o paciente é importante manter a funcionalidade como a perda de força muscular, dores devido a encurtamentos, imobilidade e deformidades, aparecimento de escaras, ou seja, ter como metas a mobilidade, flexibilidade, equilíbrio, estabilidade, coordenação motora e transferências.

O alongamento é uma manobra terapêutica que visa aumentar o comprimento de tecidos moles a fim de melhorar a flexibilidade da articulação.

Os exercícios para mobilidade podem ser realizados de forma ativa, quando o paciente consegue realizá-los sozinho, assistido quando o paciente necessitar de algum auxilio ou passivo quando o paciente já não for capaz de realizar o movimento.

A mobilização das articulações melhora a rigidez e a dor, por isso ela é muito importante para o portador de DA, já que mantém a amplitude de movimento, o que facilita a realização de atividades de vida diária e transferências.

A coordenação motora é a base do movimento eficiente e harmonioso e é a capacidade de usar os músculos com intensidade exata para a realização de um movimento.

Como a DA é uma doença progressiva, sua progressão deve ser acompanhada e seu plano de cuidados deve ser mudado de acordo com os sinais que o paciente apresentar.

Em uma fase mais avançada deve ser introduzidos objetivos a fim de evitar a síndrome do imobilismo quando o paciente estiver acamado, prolongando o máximo possível de funcionalidades como força muscular, encurtamentos, etc.

Também não devemos esquecer das orientações para o cuidador para que sejam evitados os casos de escaras, como a mudança de posturas a cada duas horas e também cuidado com alimentação no leito com os restos de comida, dobras nas roupas de cama, dentre outras coisas.

 

Talita Castelani

Coordenadora Geral

Equipe Home & Health Reabilitação

publicado por Equipe Home and Health Reabilitação às 00:40

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